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sábado, 11 de junho de 2011

Autismo no Cinema

O filme Amargo Pesadelo estava sendo rodado no interior dos Estados Unidos. O diretor fez a locação de um posto de gasolina nos confins do mundo, onde aconteceria uma cena entre vários atores contracenando com o proprietário do posto onde ele também morava com sua mulher e filho. Este último autista e nunca saía do terreno da casa.

A equipe parou no posto de gasolina para abastecer e aconteceu a cena mais marcante que o diretor teve a felicidade de encaixar no filme.

Num dos cortes para refazer a cena do abastecimento, um dos atores que sendo músico sempre andava acompanhado do seu instrumento de cordas aproveitando o intervalo da gravação e já tendo percebido a presença de um garoto que dedilhava um banjo na varanda da casa aproximou-se e começou a repetir a sequência musical do garoto.

Como houve uma 'resposta musical" por parte do garoto, o diretor captou a importância da cena e mandou filmar. O restante vocês verão no vídeo.

Atentem para alguns detalhes:
- O garoto é verdadeiramente um autista;
- ele não estava nos planos do filme;
- A alegria do pai curtindo o duelo dos banjos... dançando
- A felicidade da mãe captada numa janela da casa;
- A reação autêntica de um autista quando o ator músico quer cumprimentá-lo.

Vale a pena o duelo, a beleza do momento e, mais que tudo, a alegria do garoto. A sua expressão. No início está distante, mas, à medida que toca o seu banjo, ele cresce com a música e vai se deixando levar por ela, até transformar a sua expressão num sorriso contagiante, transmitindo a todos a sua alegria.


A alegria de um autista, que é resgatada por alguns momentos, graças a um violão forasteiro. O garoto brilha, cresce e exibe o sorriso preso nas dobras da sua deficiência, que a magia da música traz à superfície.

Depois, ele volta para dentro de si, deixando a sua parcela de beleza eternizada "por acaso" no filme "Amargo Pesadelo" (Ano: 1972).


Seleção da Equipe Comentada

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

O Chapeleiro

POR PEDRO SHIOZAWA
Enfim, o Chapeleiro.
O homem de chapéu que tanto me lembra... me lembra quem? Talvez me lembre deste eu que seríamos sem sê-lo, do poder vir a ser na prática diária de uma terapêutica torpe, apaixonadamente torpe, arraigada em seus próprios sentimentos, anseios e medos, engessada em seus conceitos: a técnica válida, sem dúvida, mas acorrentada a si mesma por nossos egos de cristal. Vejo o Chapeleiro como vejo o ideal Terapeuta, os xamãs de há pouco atrás, os guias dos rituais de passagem, os detentores do cajado que auxilia a travessia do rio, os rostos escondidos em barbas brancas ou olhares misteriosos a anunciar a possibilidade de uma luz a clarear nossos passos.

O Chapeleiro há de ser aquele que nos mostra onde está a espada necessária para matar o dragão, qual o encantamento correto para acabar com as maldições, qual a estrada de tijolos mais segura, aquele a nos testar antes da viagem, o Barqueiro a nos conduzir, aquele que conosco segue por adiante já ter ido e de lá poder voltar. Mas quem tem sido o Chapeleiro hoje? Por qual Rainha terá sido corrompido, por qual estará apaixonado? Teremos cometido o mesmo erro do rei Minos? E o Chapeleiro de hoje não pode, como nunca pode separ-se de sua esfera política, de sua necessidade em, sob o manto que usa, abdicar de si mesmo. Não há outro modo de caminhar junto, de com-viver em uma estrutura terapêutica sem que haja sacrifício, sem que o Chapeleiro se deixe aprisionar para que a Alice possa fugir e fazer seus os dias futuros e a batalha do porvir.

Os perigos da jornada (e me recordo da Rainha de Copas mandando que decepassem o Chapeleiro e este diz “mas eu já perdi a cabeça faz tempo”) hão de ser amenos àquele que por ela já passou, as intempéries do caminho serão nas mãos calejadas, mais brandas, mas é necessário precipitar-se, ir junto ao inferno do outro, se assim desejarem. No “florir casual” destes dois que “hão sempre de se tornar estranhos”, em suas certezas e medos compartilhados e por compartilhar, que possam, ambos, um, no outro, se encontrar.

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Tudo somado, devias
precipitar-te, de vez,
nas águas.
Estás nu na areia,
no vento...
Dorme,
meu filho.

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domingo, 8 de agosto de 2010

As Rainhas

POR PEDRO SHIOZAWA
As Rainhas me causaram interesse particular, pois se inicialmente houve tendência natural em escolher uma para poder combater mentalmente a outra, tal oposição carecia de argumentos maiores que a tentativa vã de uma mente despreocupada a entreter-se.

Durante todo o filme somos repetidamente divididos: a Rainha de Copas, representante do que viria a ser algo tirânico, é uma grande apaixonada, persegue suas emoções com invejável liberdade. Seu modus operandi fundamenta-se na clássica máximo maquiavélica do terror em contra-ponto ao amor, da fantasia do medo contra àquela mais amena, vale dizer, do colo materno. Sua razão subjugada a seus anseios e desejos, frutos de um profundo medo de reexperimentar os abandonos de há pouco, causaram em mim uma necessidade de acolher e ai estava o duelo interno do bem contra o mal, do bem e do mal a coexistirem como um só.

A Rainha Branca por sua vez, melancolicamente branca, excessivamente branca, mortalmente branca, retrata a esfera da mais pura bondade, do contato com o natural, não excluindo deste convívio a morte, ( os dedos amanteigados, o fascínio pelas poções) enquanto expressão da vida. Sua voz calma e temperamento ameno não afastam o mesmo ardor voraz de sua irmã pela coroa, que ainda que recebida bucolicamente ao final, assim é possibilitado por meio da força. Em ambas as figuras, cada qual caricata a sua maneira, trazem em si a dualidade: são dois a serem um; estão no caminho inverso da heroína que busca desesperadamente ser um, a ser dois.

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O coração,
se pudesse pensar,
pararia.
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O Gato

POR PEDRO SHIOZAWA
O Gato que acompanha os personagens em momentos fatídicos causa certo desconforto: parece apático ao restante dos acontecimentos, imerso em anseios próprios e desconhecidos. Assemelha-se ao acaso do destino a correr indiferente entre os minutos, sem perguntar as horas ou se preocupar com os cabelos brancos que marcam o fim e o começo daqueles que o cercam.
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O artista olhou a tela em branco
E com quatro cores
Criou o infinito

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Recordo-me instantaneamente de outras figuras, reapresentadas no sorriso estranhamente incomodo do gato: a serenidade do auto-sacrifício do Oráculo em Matrix, os traços de Botero, o pensamento de O Wilde, a figura mitológica de Dédalo que, conforme citou J Campbell, haveria de ser um tipo de artista-cientista, algo como um fenômeno tangenciável ao diabólico, desinteressado pelo seu tempo e absolutamente devoto de sua arte segundo a qual haveria de nos ajudar em nosso próprio caminho. Neste ponto, como não lembrar, mais uma vez do poeta:
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O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.

E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.

E assim nas calhas de roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama coração.

(Fernando Pessoa)

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quarta-feira, 4 de agosto de 2010

O coelho a correr pelo jardim

POR PEDRO SHIOZAWA
O coelho da Alice, o mesmo coelho do Matrix, o objeto que na rotina chama-nos a atenção podendo não chamar; o acaso torpe que, por casualidade do destino toma-nos de súbito de modo a podermos mudar drasticamente de direção; o absurdo: o coelho de colete e relógio no bolso que poderia ter passado despercebido, mas não o fez. Este há de ser novo símbolo no que tenho visto antes com intuição do que com meus próprios sentidos.

O coelho no desenrolar dos dias tem sido a crença duvidosa, a certeza errática de que algo mais no estar rotineiro pode haver sem que de fato haja. O protagonista do Matrix pressentiu seu encontro com aqueles que o levariam ao encontro de Morfeu (e meu deus... Morfeu!); Beethoven sem ouvir, ouviu; Einstein viu ao não querer ver; o discípulo iluminado de Buda compreendeu sem que fosse feito mais do que o breve levantar de uma flor ao ar. Todos viram o não visto, sentiram o não-existente, aquilo que ritmicamente pulsa para adiante da sensação e aprofunda-se na imensidão desconhecida da noite infinita em cada um de nós.

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Janelas do meu quarto,
Do meu quarto de um dos milhões do mundo que ninguém sabe quem é
(E se soubessem quem é, o que saberiam?),
Dais para o mistério de uma rua cruzada constantemente por gente,
Para uma rua inacessível a todos os pensamentos,
Real, impossivelmente real, certa, desconhecidamente certa,
Com o mistério das coisas por baixo das pedras e dos seres,
Com a morte a por umidade nas paredes e cabelos brancos nos homens,
Com o Destino a conduzir a carroça de tudo pela estrada de nada.

(Fernando Pessoa)

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O coelho é a chave para o portal, o segredo do labirinto, a possibilidade da viagem; é antes reflexo do protagonista, de seu estado de ser capaz de deixar-se levar pela crença de que é possível deixarmos de estar para vir a ser, sempre vir a ser.

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O esforço é grande e o homem é pequeno.
Eu, Diogo Cão, navegador, deixei
Este padrão ao pé do areal moreno
E para adiante naveguei.

(Fernando Pessoa)

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sábado, 31 de julho de 2010

A cena do cotidiano da jovem Alice

POR PEDRO SHIOZAWA
O filme começa com o que parece uma reunião de negócios envolvendo o pai de Alice, em uma sala aconchegante de sua casa. O cenário corresponde à residência abastada de um burguês em ascensão na Inglaterra em meados do século XIX. Não observamos nenhuma figura feminina, e os tons do ambiente não são outros senão tons escuros e sem vida. A monotonia transitória é quebrada pela aparição de uma figura jovem, pálida e assustada, imersa em uma camisola longa e branca: Alice procurava seu pai pois estava tendo um pesadelo.

Assim como tantos outros, a cena inicial deste filme, busca de maneira quase caricata contextualizar determinado conjunto de cores, de falas, de cenários, de modo a fazer com que, a quebra subseqüentemente produzida pela entrada de algum personagem ou objeto fatídico se faça notar de maneira mais drástica: o que vemos é o contraste.

Assim como no presente filme, tantos outros apresentam o mesmo recurso. Desta maneira tem sido uma infinidade de filmes, de livros, de cenas, de músicas. Sempre a buscar no contraste, o impacto. Citamos a transformação do Sr. Anderson à figura mitológica de Neo em Matrix (Watchonscki brother, 1999), a metamorfose de Anakin Skywalker em um cavaleiro Jedi em Star Wars episódio IV (G. Lucas, 2000), os traços cubistas e doces de Picasso na Flor que se perde no horror do Massacre de Guernica (Picasso, 1966), ou ainda o dueto angelical entre um tenor e um baixo que culminam com a explosão de um coro de 100 vozes na 9º Sinfonia do mestre Beethoven.

Nossos sentidos trabalham com opostos, de modo que o branco existe, pois existe o negro; não contemplamos de costume a coisa sem que tenhamos projeção mental da não-coisa. A identificação inicial de contrastes torna qualquer objeto de interesse mais tangível, menos remoto; a arte mais abstrata, ganha concretude se comparada: os traços de Magritte ganham mais sentido se vistos à sombra do mais concreto Dali.

Mas não fujamos por demais do tema central neste momento: a Alice, esta que exerce sobre todos os demais papéis, o de heroína. J Campbell com suas infinitas possibilidades já definiu o herói como aquele ser capaz da submissão autoconquistada, aquele que vinga na árdua batalha contra as impenetráveis entranhas próprias. Alice não foi outra que são o personagem de quem falou o mitologista. Imersa nas profundezas do tempo, nas tortuosas incertezas de nossas próprias impenetráveis entranhas, iniciou sua jornada, ao seguir o coelho branco, de quem nos ocuparemos a seu momento. Por ora fiquemos com a jovem protagonista a cair no buraco sob a árvore no alto da colina.

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a dificílima dangerosíssima viagem
de si a si mesmo:
pôr o pé no chão
do seu coração
experimentar
colonizar
civilizar
humanizar
o homem
descobrindo em suas próprias
inexploradas entranhas
a perene, insuspeitada alegria
de con-viver.

(C. Drummond de Andrade)

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No ponto simbólico de contato com o transcendente, no cume do fluir entre o céu e a terra, no alto da colina havia uma árvore e nela a possibilidade da jornada. E qual não terá sido maior jornada do que a empreendida por aqueles que perderam a unidade transcendente do paraíso para alcançar a dor do tempo e o suor do espaço? E tudo pela maçã tentadora de ter conhecido, pela possibilidade do poder vir a ser, mas vir a ser o quê? Reflexo, quem sabe.

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E agora, José?
(...)

Com a chave na mão
quer abrir a porta,
não existe porta;
quer morrer no mar,
mas o mar secou;
quer ir para Minas,
Minas não há mais.
José, e agora ?

Se você gritasse,
se você gemesse,
se você tocasse
a valsa vienense,
se você dormisse,
se você cansasse,
se você morresse…
Mas você não morre,
você é duro, José !

Sozinho no escuro
qual bicho-do-mato,
sem teogonia,
sem parede nua
para se encostar,
sem cavalo preto
que fuja a galope,
você marcha, José !
José, pra onde ?

(C. Drummond de Andrade)

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Tendo iniciado sua jornada sem saber que a jornada iniciava, a jovem Alice adentrou em terreno já antigo, no espaço secreto onde outrora transitava livremente e o terreno antigo pode ser palco para a fatídica viagem. No cume incerto do topo do mundo a tangenciar a além do mundo, a protagonista pode enfim imergir-se em si mesma e cavalgar os primeiros momentos de sua batalha que, como disse uma paciente minha, haveria de ser marcada por crescimentos e encolhimentos, superações e perdas: remodelação, metamorfose. A Alice que adentrava os negros portões de sua mente marchava ao encontro da libertação de si mesma, rumo ao poder vir a ser algo maior que seu ego. A Alice que se tornava gradativamente Alice viria a matar o dragão, a cobra-alada, mas não sem antes sacrificar-se em prol de algo maior, do transcendente em que, mesmo sem conhecer, acreditava.

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Conta a lenda que dormia
Uma Princesa encantada
A quem só despertaria
Um Infante, que viria
De além do muro da estrada.
Ele tinha que, tentado,
Vencer o mal e o bem,
Antes que, já libertado,
Deixasse o caminho errado
Por o que à Princesa vem.
A Princesa Adormecida,
Se espera, dormindo espera,
Sonha em morte a sua vida,
E orna-lhe a fronte esquecida,
Verde, uma grinalda de hera.
Longe o Infante, esforçado,
Sem saber que intuito tem,
Rompe o caminho fadado,
Ele dela é ignorado,
Ela para ele é ninguém.
Mas cada um cumpre o Destino
Ela dormindo encantada,
Ele buscando-a sem tino
Pelo processo divino
Que faz existir a estrada.
E, se bem que seja obscuro
Tudo pela estrada fora,
E falso, ele vem seguro,
E vencendo estrada e muro,
Chega onde em sono ela mora,
E, inda tonto do que houvera,
À cabeça, em maresia,
Ergue a mão, e encontra hera,
E vê que ele mesmo era
A Princesa que dormia.

(Fernando Pessoa)

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domingo, 25 de julho de 2010

Introdução à Temática de "Alice no País das Maravilhas"

POR PEDRO SHIOZAWA
Sem ter a pretensão de uma análise técnica detalhada, que fugiria à minha competência, tem este breve relato como objetivo outro, menos audacioso vale dizer, ainda que notoriamente desafiador, apresentar algumas impressões do Filme Alice (TIM Burton, 2010) em comparação com outras vivências de caráter absolutamente particular que, em maior ou menor grau, parecem-me caminhar em direção semelhante àquela do primeiro objeto de estudo.

O primeiro impulso do cérebro entretido com o filme sempre me foi o da busca por similaridades com outras imagens outrora vistas nas telas do cinema, na música, na pintura, no desenrolar diário da rotina. Ainda que inato seja o desejo aprendido de categorizar através das diferenças os distintos gêneros da arte, tem sido exercício agradável o agrupamento de imagens outrora tão distantes através de pontos particulares, conforme faremos no presente relato. Tendo em vista este esforço rotineiro, levantaremos cinco tópicos específicos do filme Alice para alcançar nossa tese:

• a cena do cotidiano da jovem Alice;
• o coelho a correr pelo jardim;
• o gato;
• as rainhas (de copas e a rainha branca);
• o chapeleiro.

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Discussão de Filme - Tempo de Despertar - Santa Casa de SP

A Liga de Neurociências da Santa Casa promoveu no dia 13 de agosto das 17 às 19h uma mesa redonda para a discussão do filme Tempo de Despertar.

Foi recomendado assistir ao filme antes porque foram apresentadas somente algumas cenas durante o evento.

A mesa foi composta por docentes da Santa Casa de várias áreas e contou com o apoio da Liga de Humanidades e da Liga de Psiquiatria.

Composição da mesa:
Profa. Dra. Carmen L. P. Lancelotti, neuropatologista, coordenadora da Liga de Neurociências.
Prof. Dr. José Carlos Bonadia, Clínico, Membro da Liga de Neurociências.
Prof. Dr. Marsal Sanchez, psiquiatra.
Profa. Dra. Mirna D. Barros, morfologista.
Profa. Dra. Suely L. S. Nassif, neuropsicóloga, diretora da Comentada.
Profa. Dra. Vania M. Freitas, psicanalista.
Pof. Dr. Wilson L. Sanvito, neurologista.

Pela diversidade da composição da mesa, o evento prometeu uma discussão multidisciplinar muito interessante.
A discussão foi aberta ao público presente e a diversidade de pontos de vista foi considerado.
O evento aconteceu no Anfiteatro Emílio Athiê que fica na R. Dr. Cesário Mota Jr, 112 no bairro de Santa Cecília, dentro do Hospital Central da Santa Casa.

sábado, 21 de junho de 2008

Sessão de Cinema - Inteligência Artificial

Esse filme foi homenagem ao diretor Stanley Kubrick, já falecido, autor do projeto "Superbrinquedos Duram o Verão Inteiro"

Com duas indicações para o Oscar 2002, "Inteligência Artificial" é uma ficção científica para adultos, existencialista e complexa que trata do tornar-se humano. Um pequeno robô (alegoria a um pinóquio cibernético), solto no mundo, demostra que as emoções, qualidade exclusiva dos humanos, podem ser incorruptíveis criando laços que superam os tempos.

A Comentada apresentou partes selecionadas do filme e discutiu com os alunos.

Saiba mais sobre Kubrick acessando a página do filme "
2001- Uma Odisséia no Espaço".

sábado, 5 de abril de 2008

Sessão de Cinema - Casa de Areia e Névoa

A Comentada apresentou sua Sessão de Cinema com o devastador filme de Vadim Perelman.

Primeiro trabalho dirigido por ele, o filme Casa de Areia e Névoa recebeu três indicações para o Oscar e retrata o embate entre os dois protagonistas, mergulhados numa disputa desesperada. Suas vidas, suas histórias chocam-se de maneira inusitada.

O filme foi discutido entre professores e alunos abordando temas relacionados com percepção, linguagem e símbolos.