Mostrando postagens com marcador Pesquisas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Pesquisas. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Apresentação Projeto AMARGEN

“Os usuários não têm condições de fazer um tratamento convencional do ponto de vista psicológico, isso não funciona, para eles.
A proposta do Flavio, para mim, é a mais completa em termos de atendimento, porque ela não só faz o acolhimento, mas também busca aquele algo que transcende ao processo pessoal... vai mais além... segue na busca da espiritualidade.” (Suely Nassif, 2011)


Este é um projeto que resgata a essência da condição humana religando o processo de individuação à espiritualidade, como preconizou Jung.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Projeto AmarGen - o gen do amor

O PROJETO AMARGEN é uma possibilidade de abordagem na área de saúde mental e uma resposta à realidade vivida pelos profissionais e usuários de saúde mental do CAPS de São Bernardo do Campo, um local de condições precárias e um inchaço de demanda não atendida: a falta de amor, processo vivido em muitas instituições psiquiátricas.

Este projeto parte da premissa de que existe um artista no interior de cada um de nós, pois a expressão artística é inerente ao humano. Acreditamos também que de alguma forma todos estamos doentes neste planeta e que a busca da cura também nos é inerente. Padecemos por viver no mundo da separação (mente-corpo, espírito-matéria, masculino-feminino) e nos curamos na medida em que re-conectamos estes opostos. O sentimento de amor é um poderoso “remédio” como elemento de ligação. Segundo o português lusitano arcaico, a ARTE é o Amor Refletido no Tempo e no Espaço, e o Amor significa A – sabedoria – e MOR – maior.

É através da arte e de técnicas corporais que buscamos proporcionar uma vivência transformadora aos usuários dos serviços de saúde mental, tendo como objetivo:

1) Viabilizar a inclusão de recursos artísticos, como o palhaço, a dança e o teatro;
2) Viabilizar a produção de espetáculos artísticos;
3) Viabilizar a inclusão de abordagens corporais, como a Yoga e a massagem ayurvédica;
4) Oferecer uma perspectiva profissional através do ofício do artista;
5) Gerar renda capacitando os usuários para se tornarem agentes comunitários na atuação em populações com patologias semelhantes às por eles apresentadas (como a dependência química);
6) Incluir a perspectiva do sagrado.

Até o momento, o fator avaliado no projeto foi a adesão dos usuários do CAPS ao tratamento. O psiquiatra Flávio Falcone fez um estudo num corte de 4 meses (julho-outubro/2009) comparando 2 tipos de trabalho. Os usuários escolhem de quais grupos participar: psicoterapia+medicação ou grupo de teatro+psicoterapia+medicação.

Grupo Psicoterapia+Medicação
Incrições: 242 pacientes
Permanecem em tratamento: 15 pacientes
Adesão: 6,66%

Grupo Teatro+Psicoterapia+Medicação
Incrições: 51 pacientes
Permanecem em tratamento: 23 pacientes
Adesão: 45%

Ambos os grupos foram coordenados pelo mesmo terapeuta, o fator empatia passa a ser o mesmo nos dois e, portanto, o resultado confere maior credibilidade ao trabalho desenvolvido.

Para sua efetiva realização e continuidade, o Projeto busca parcerias públicas, organizações não governamentais, fundos internacionais, empresas privadas.










Por Dr. Flávio Falcone
Psiquiatra | Bailarino | Palhaço


terça-feira, 24 de maio de 2011

Baleias-de-bossa têm neurônios idênticos aos humanos

"As baleias-de-bossa têm um tipo de células cerebrais só existentes nos humanos, nos grandes símios e noutros cetáceos como os golfinhos, indica um estudo hoje publicado nos Estados Unidos. A descoberta, divulgada pela "Anatômica Record", a revista oficial da Associação Americana de Anatomistas, sugere que certos cetáceos e o antepassado dos humanos teriam tido uma evolução paralela, segundo os autores do estudo.

A presença dessas células cerebrais particulares no córtex poderá significar que essas baleias são mais inteligentes do que se julgava e indicar que os elementos constitutivos das estruturas cerebrais complexas sofreram várias evoluções ou ficaram por usar na maior parte das espécies animais, segundo os investigadores. Embora a função exacta deste tipo de neurônios não seja bem compreendida, os cientistas pensam que desempenham em papel importante no processo cognitivo, sendo também afectados pela doença de Alzheimer e outras patologias cerebrais, como autismo e a esquizofrenia. A descoberta poderá ajudar a explicar vários comportamentos culturais observados nas baleias, nomeadamente as suas capacidades de comunicar, formar alianças, cooperar e utilizar utensílios. Esta baleia, que se distingue por ter enormes barbatanas peitorais e uma "bossa" característica na parte anterior da barbatana dorsal, existe em todos os oceanos.(…) "

Suely Laitano Nassif
Publicado em 03 de fevereiro de 2008 - 12:11