De uma ciência transdisciplinar à clínica inspirada na Psicologia Arquetípico-Simbólica de Carl Gustav Jung.
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quarta-feira, 24 de agosto de 2011
Conexões e Desconexões
O ser humano nasceu para relacionar-se...
Ao invés de ficarmos separados, porque não juntar?
Vamos nos conectar...
Para que tudo possa ser integrado
e possamos nos comunicar de forma mais humana.
quinta-feira, 14 de julho de 2011
Apresentação Projeto AMARGEN
“Os usuários não têm condições de fazer um tratamento convencional do ponto de vista psicológico, isso não funciona, para eles.
A proposta do Flavio, para mim, é a mais completa em termos de atendimento, porque ela não só faz o acolhimento, mas também busca aquele algo que transcende ao processo pessoal... vai mais além... segue na busca da espiritualidade.” (Suely Nassif, 2011)
Este é um projeto que resgata a essência da condição humana religando o processo de individuação à espiritualidade, como preconizou Jung.
quinta-feira, 16 de junho de 2011
Projeto AmarGen - o gen do amor
O PROJETO AMARGEN é uma possibilidade de abordagem na área de saúde mental e uma resposta à realidade vivida pelos profissionais e usuários de saúde mental do CAPS de São Bernardo do Campo, um local de condições precárias e um inchaço de demanda não atendida: a falta de amor, processo vivido em muitas instituições psiquiátricas.
Este projeto parte da premissa de que existe um artista no interior de cada um de nós, pois a expressão artística é inerente ao humano. Acreditamos também que de alguma forma todos estamos doentes neste planeta e que a busca da cura também nos é inerente. Padecemos por viver no mundo da separação (mente-corpo, espírito-matéria, masculino-feminino) e nos curamos na medida em que re-conectamos estes opostos. O sentimento de amor é um poderoso “remédio” como elemento de ligação. Segundo o português lusitano arcaico, a ARTE é o Amor Refletido no Tempo e no Espaço, e o Amor significa A – sabedoria – e MOR – maior.
É através da arte e de técnicas corporais que buscamos proporcionar uma vivência transformadora aos usuários dos serviços de saúde mental, tendo como objetivo:
1) Viabilizar a inclusão de recursos artísticos, como o palhaço, a dança e o teatro;
2) Viabilizar a produção de espetáculos artísticos;
3) Viabilizar a inclusão de abordagens corporais, como a Yoga e a massagem ayurvédica;
4) Oferecer uma perspectiva profissional através do ofício do artista;
5) Gerar renda capacitando os usuários para se tornarem agentes comunitários na atuação em populações com patologias semelhantes às por eles apresentadas (como a dependência química);
6) Incluir a perspectiva do sagrado.
Até o momento, o fator avaliado no projeto foi a adesão dos usuários do CAPS ao tratamento. O psiquiatra Flávio Falcone fez um estudo num corte de 4 meses (julho-outubro/2009) comparando 2 tipos de trabalho. Os usuários escolhem de quais grupos participar: psicoterapia+medicação ou grupo de teatro+psicoterapia+medicação.
Grupo Psicoterapia+Medicação
Incrições: 242 pacientes
Permanecem em tratamento: 15 pacientes
Adesão: 6,66%
Grupo Teatro+Psicoterapia+Medicação
Incrições: 51 pacientes
Permanecem em tratamento: 23 pacientes
Adesão: 45%

Ambos os grupos foram coordenados pelo mesmo terapeuta, o fator empatia passa a ser o mesmo nos dois e, portanto, o resultado confere maior credibilidade ao trabalho desenvolvido.
Para sua efetiva realização e continuidade, o Projeto busca parcerias públicas, organizações não governamentais, fundos internacionais, empresas privadas.
Por Dr. Flávio Falcone
Psiquiatra | Bailarino | Palhaço
sábado, 11 de junho de 2011
Autismo no Cinema
O filme Amargo Pesadelo estava sendo rodado no interior dos Estados Unidos. O diretor fez a locação de um posto de gasolina nos confins do mundo, onde aconteceria uma cena entre vários atores contracenando com o proprietário do posto onde ele também morava com sua mulher e filho. Este último autista e nunca saía do terreno da casa.
A equipe parou no posto de gasolina para abastecer e aconteceu a cena mais marcante que o diretor teve a felicidade de encaixar no filme.
Num dos cortes para refazer a cena do abastecimento, um dos atores que sendo músico sempre andava acompanhado do seu instrumento de cordas aproveitando o intervalo da gravação e já tendo percebido a presença de um garoto que dedilhava um banjo na varanda da casa aproximou-se e começou a repetir a sequência musical do garoto.
Como houve uma 'resposta musical" por parte do garoto, o diretor captou a importância da cena e mandou filmar. O restante vocês verão no vídeo.
Atentem para alguns detalhes:
- O garoto é verdadeiramente um autista;
- ele não estava nos planos do filme;
- A alegria do pai curtindo o duelo dos banjos... dançando
- A felicidade da mãe captada numa janela da casa;
- A reação autêntica de um autista quando o ator músico quer cumprimentá-lo.
Vale a pena o duelo, a beleza do momento e, mais que tudo, a alegria do garoto. A sua expressão. No início está distante, mas, à medida que toca o seu banjo, ele cresce com a música e vai se deixando levar por ela, até transformar a sua expressão num sorriso contagiante, transmitindo a todos a sua alegria.
A alegria de um autista, que é resgatada por alguns momentos, graças a um violão forasteiro. O garoto brilha, cresce e exibe o sorriso preso nas dobras da sua deficiência, que a magia da música traz à superfície.
Depois, ele volta para dentro de si, deixando a sua parcela de beleza eternizada "por acaso" no filme "Amargo Pesadelo" (Ano: 1972).
Seleção da Equipe Comentada
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
Milagre: bebê volta a respirar depois de duas horas declarado morto
(Por Hilary White) - Médicos ficaram perplexos em abril quando um bebê prematuro que havia sido declarado como morto por eles pareceu voltar à vida depois de duas horas encostado à sua mãe. A equipe havia entregado o menino, Jamie, um gêmeo, para sua mãe segurar e “dizer adeus” depois que o menino de 27 semanas de gestação havia sido pronunciado como morto. O médico que estava dando atendimento havia passado 20 minutos depois do nascimento tentando fazer o menino respirar.Kate Ogg, de Sydney, Austrália, segurou o bebê diretamente encostado na sua pele e quando ele mostrou sinas de vida, lhe deu algum leite materno na ponta do dedo.
Mas Kate e seu marido David Ogg dizem agora que temem que seu filho, que nasceu junto com sua irmã gêmea Emily, poderá sofrer danos cerebrais ou sofrer complicações médicas de longo prazo porque seu médico não acreditou neles quando o menino mostrou o que os pais criam eram sinais de vida. Depois que Jamie começou a se mexer, eles pediram que o médico voltasse, mas ele recusou, enviando a parteira para dizer que o bebê estava simplesmente nos últimos momentos de agonia da morte.
“Sabíamos que o medico não estava voltando. Por isso, o chamamos de novo”, Kate Ogg disse mais tarde para um entrevistador na TVl da Austrália. “Nesse meio tempo, a parteira fez algumas filmagens e minha mãe e minha irmã estavam tirando fotos de nós. Meu marido acabou dizendo: ‘Vão e digam ao médico que não estávamos prontos para dar atenção à explicação dele de como o bebê morreu. Será que ele pode vir e explicar isso de novo?’ e foi aí que ele voltou”.
Jamie só acabou recebendo cuidados médicos duas horas mais tarde.
Um amigo do casal Oggs disse para o jornal Daily Mail que “Para ser justo, os médicos acreditam com sinceridade que Jamie estava morto. Quando ele voltou ao quarto, até ele disse para Kate que isso era um milagre”, mas acrescentou que se Jamie sofrer efeitos colaterais pela falta de tratamento, não poderia haver ação legal.
A Sra. Ogg disse para o programa de televisão australiano Today Tonight que ouvir as palavras de que seu bebê estava morto “foi o pior sentimento que já tive”.
Quando Jamie foi entregue a ela, ela disse que queria segurá-lo encostado diretamente na pele dela.
“Tirei a camisola hospitalar e o ajeitei em meu peito com a cabeça dele sobre meu braço e só fiquei ali segurando-o. Ele não estava fazendo nenhum movimento e nós simplesmente começamos a conversar com ele. Nós dissemos a ele qual era o nome dele e que ele tinha uma irmã. Dissemos a ele as coisas que queríamos fazer com ele durante a vida inteira dele”.
Jamie começou a ofegar, mas seus pais foram informados de que isso era apenas ação “reflexa”.
“Mas então o senti se mover como se ele estivesse espantado, então começou a lutar mais para respirar até que sua respiração foi normalizando. Dei para Jamie um pouco de leite materno no meu dedo, ele o recebeu e começou a respirar normalmente”.
“Pensei: ‘Oh, meu Deus! O que está acontecendo?’ Um curto tempo depois ele abriu os olhos. Foi um milagre. Então ele estendeu a mão e agarrou-me o dedo. Ele abriu os olhos e moveu a cabeça de lado a lado. O médico ficava balançando a cabeça e dizendo: ‘Não acredito nisso, não acredito nisso’”.
Fonte: O Verbo
Por Suely Laitano nassif
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
Onde fica o humano na clínica?
quarta-feira, 30 de junho de 2010
Homem contrai dívidas para estudar doença do filho, e Justiça evita despejo em Curitiba
Saiu na Folha de S.Paulo em 19/06/2010-07h10
JULIANNA GRANJEIA
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
Uma decisão inédita da Justiça reverteu verba do fundo pecuniário --dinheiro recolhido de condenações judiciais-- para quitar a casa de um pai que abandonou o emprego para pesquisar a doença rara e incurável do filho. Ele seria despejado por falta de pagamento.
A história --que lembra a do filme "Óleo de Lorenzo" (George Miller, 1992)-- aconteceu em Curitiba (PR). O engenheiro mecânico Adolfo Celso Guidi, 52, deixou o cargo de gerente de uma concessionária em 2000, ao descobrir que o filho Vitor Giovani Thomaz Guidi, à época com dez anos, tinha gangliosidose GN1 tipo 2.
"A doença começou a se manifestar quando ele tinha quatro anos. Nenhum médico no Brasil conseguiu fazer o diagnóstico. Larguei tudo e fiquei uma semana em Buenos Aires com minha família, onde diagnosticaram a Gangliosidose. Quando eu retornei para o Brasil, um médico me disse que não tinha o que fazer", afirmou Guidi à Folha.
O engenheiro, inconformado com a resposta, começou a estudar a doença na biblioteca da faculdade de medicina da UFPR (Universidade Federal do Paraná). "A gangliosidose impede a reprodução de neurônios, que degeneram. Por meio de um processo homeopático, que funciona como um antídoto de veneno de cobra, a gente fornece essa enzima e o organismo trabalha", explicou o pai, que encontrou a fórmula de um medicamento para o filho em 2001.
Para alcançar esse resultado, Guidi diz que gastou, na época, cerca de US$ 80 mil dólares (cerca de R$ 149 mil atualmente) e deixou de pagar as prestações de sua casa. "Tudo saiu do meu bolso, não pude mais pagar nada e minha casa foi a leilão", afirmou.
O processo da Caixa Econômica Federal, financiadora da casa, contra Guidi teve início na Justiça no dia 30 de março de 2001. Depois de vários recursos, o caso caiu nas mãos --abençoadas, segundo o pai-- da juíza federal Anne Karina Costa, 39, da Vara do Sistema Financeiro de Habitação de Curitiba (PR).
"O caso já estava transitando em julgado e íamos fazer a liquidação, de acordo com a decisão judicial. Caso ele não pagasse o valor acordado, ele teria que sair do imóvel. Então, durante uma audiência de conciliação, após a representante da Caixa propor um acordo, ele disse que queria explicar o motivo de não ter pago a dívida e contou a história do filho dele. Falei para juntar toda a documentação e iniciar uma campanha para arrecadar dinheiro", afirmou a juíza.
O banco reduziu a dívida de Guidi de R$ 119.500 para R$ 48.500. Mesmo assim, ele não tinha possibilidade de pagar. "A única renda que eu tenho, vem do trabalho que faço quando dá tempo, na oficina mecânica que eu montei na minha casa", disse o engenheiro.
Mãe de três filhos, sensibilizada com a história de Guidi, Anne --que já foi juíza da Vara Criminal-- lembrou do fundo que a Justiça mantém com as penas pecuniárias. "Fiz uma solicitação para a juíza da 1ª Vara Criminal, Sandra Regina Soares, que é responsável pelo fundo, e para o Ministério Público Federal. O dinheiro arrecadado com as penas vão para entidades assistenciais, eu tive a ideia de inscrever Guidi como um projeto", afirmou a juíza.
JULIANNA GRANJEIA
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
Uma decisão inédita da Justiça reverteu verba do fundo pecuniário --dinheiro recolhido de condenações judiciais-- para quitar a casa de um pai que abandonou o emprego para pesquisar a doença rara e incurável do filho. Ele seria despejado por falta de pagamento.
A história --que lembra a do filme "Óleo de Lorenzo" (George Miller, 1992)-- aconteceu em Curitiba (PR). O engenheiro mecânico Adolfo Celso Guidi, 52, deixou o cargo de gerente de uma concessionária em 2000, ao descobrir que o filho Vitor Giovani Thomaz Guidi, à época com dez anos, tinha gangliosidose GN1 tipo 2.
"A doença começou a se manifestar quando ele tinha quatro anos. Nenhum médico no Brasil conseguiu fazer o diagnóstico. Larguei tudo e fiquei uma semana em Buenos Aires com minha família, onde diagnosticaram a Gangliosidose. Quando eu retornei para o Brasil, um médico me disse que não tinha o que fazer", afirmou Guidi à Folha.
O engenheiro, inconformado com a resposta, começou a estudar a doença na biblioteca da faculdade de medicina da UFPR (Universidade Federal do Paraná). "A gangliosidose impede a reprodução de neurônios, que degeneram. Por meio de um processo homeopático, que funciona como um antídoto de veneno de cobra, a gente fornece essa enzima e o organismo trabalha", explicou o pai, que encontrou a fórmula de um medicamento para o filho em 2001.Para alcançar esse resultado, Guidi diz que gastou, na época, cerca de US$ 80 mil dólares (cerca de R$ 149 mil atualmente) e deixou de pagar as prestações de sua casa. "Tudo saiu do meu bolso, não pude mais pagar nada e minha casa foi a leilão", afirmou.
O processo da Caixa Econômica Federal, financiadora da casa, contra Guidi teve início na Justiça no dia 30 de março de 2001. Depois de vários recursos, o caso caiu nas mãos --abençoadas, segundo o pai-- da juíza federal Anne Karina Costa, 39, da Vara do Sistema Financeiro de Habitação de Curitiba (PR).
"O caso já estava transitando em julgado e íamos fazer a liquidação, de acordo com a decisão judicial. Caso ele não pagasse o valor acordado, ele teria que sair do imóvel. Então, durante uma audiência de conciliação, após a representante da Caixa propor um acordo, ele disse que queria explicar o motivo de não ter pago a dívida e contou a história do filho dele. Falei para juntar toda a documentação e iniciar uma campanha para arrecadar dinheiro", afirmou a juíza.
O banco reduziu a dívida de Guidi de R$ 119.500 para R$ 48.500. Mesmo assim, ele não tinha possibilidade de pagar. "A única renda que eu tenho, vem do trabalho que faço quando dá tempo, na oficina mecânica que eu montei na minha casa", disse o engenheiro.
Mãe de três filhos, sensibilizada com a história de Guidi, Anne --que já foi juíza da Vara Criminal-- lembrou do fundo que a Justiça mantém com as penas pecuniárias. "Fiz uma solicitação para a juíza da 1ª Vara Criminal, Sandra Regina Soares, que é responsável pelo fundo, e para o Ministério Público Federal. O dinheiro arrecadado com as penas vão para entidades assistenciais, eu tive a ideia de inscrever Guidi como um projeto", afirmou a juíza.
Decisão inédita
Em uma decisão, que pelo conhecimento de Anne é inédita no Brasil, o Ministério Público e a Vara Criminal autorizaram que o fundo fosse utilizado para o pagamento da dívida de Guidi com a Caixa. A audiência final foi no dia 13 de novembro de 2009. "O que eu fiz foi algo que estava dentro da minha possibilidade. Eu me coloquei no lugar dele e ele optou pelo filho. Não teria como exigir dele outra atitude. Além disso, se retirássemos a casa, acabaríamos também com a única fonte de renda dele", disse a juíza.
Maria Teresa Maffia, 51, conciliadora da Caixa que atuou no caso, também diz que nunca ouviu falar de uma decisão como essa. "A Caixa é uma instituição financeira e nós fizemos tudo o que poderia ser feito, de acordo com o contrato dele. Na última audiência, todos nós ficamos muito emocionados. Nós não sabíamos dessa possibilidade de encaminhar o caso de uma pessoa física como um projeto", disse.
A juíza diz esperar que a decisão se repita e sensibilize as instituições financeiras. "Foi uma decisão judicial que abre precedentes para outros casos. Espero que as instituições, um dia, possam perdoar a dívida em casos excepcionais como esse".
Guidi cuida do filho sozinho, há três anos ele se separou da mulher. "Ela ficou mais doente que meu filho e eu não percebi. Até hoje ela não saiu da depressão. Se eu pudesse voltar atrás, teria agido de outra forma, mas, na época minha decisão era salvar a vida do meu filho e eu tinha muito trabalho", afirmou Guidi.
Hoje, o engenheiro auxilia duas outras crianças que têm a mesma doença do Vitor, 21. "Com a enzima produzida na farmácia de manipulação e com a alimentação que eu pesquisei e preparo para meu filho todos os dias, ele está muito melhor. Ele não tem mais dificuldades de engolir e a musculatura não é mais contraída como antes".
Vitor só caminha com auxílio, por isso usa uma cadeira de rodas. Ele frequenta a escola de educação especial 29 de Março, onde Guidi é tesoureiro e voluntário.
Para Guidi, sua história é uma "grande obra de Deus". "Eu sempre soube que não ia perder minha casa. Foi Deus quem colocou a juíza Anne e a Teresa da Caixa na minha vida. Se eu fosse para a rua, ninguém cuidaria do meu filho".
Em uma decisão, que pelo conhecimento de Anne é inédita no Brasil, o Ministério Público e a Vara Criminal autorizaram que o fundo fosse utilizado para o pagamento da dívida de Guidi com a Caixa. A audiência final foi no dia 13 de novembro de 2009. "O que eu fiz foi algo que estava dentro da minha possibilidade. Eu me coloquei no lugar dele e ele optou pelo filho. Não teria como exigir dele outra atitude. Além disso, se retirássemos a casa, acabaríamos também com a única fonte de renda dele", disse a juíza.
Maria Teresa Maffia, 51, conciliadora da Caixa que atuou no caso, também diz que nunca ouviu falar de uma decisão como essa. "A Caixa é uma instituição financeira e nós fizemos tudo o que poderia ser feito, de acordo com o contrato dele. Na última audiência, todos nós ficamos muito emocionados. Nós não sabíamos dessa possibilidade de encaminhar o caso de uma pessoa física como um projeto", disse.
A juíza diz esperar que a decisão se repita e sensibilize as instituições financeiras. "Foi uma decisão judicial que abre precedentes para outros casos. Espero que as instituições, um dia, possam perdoar a dívida em casos excepcionais como esse".
Guidi cuida do filho sozinho, há três anos ele se separou da mulher. "Ela ficou mais doente que meu filho e eu não percebi. Até hoje ela não saiu da depressão. Se eu pudesse voltar atrás, teria agido de outra forma, mas, na época minha decisão era salvar a vida do meu filho e eu tinha muito trabalho", afirmou Guidi.
Hoje, o engenheiro auxilia duas outras crianças que têm a mesma doença do Vitor, 21. "Com a enzima produzida na farmácia de manipulação e com a alimentação que eu pesquisei e preparo para meu filho todos os dias, ele está muito melhor. Ele não tem mais dificuldades de engolir e a musculatura não é mais contraída como antes".
Vitor só caminha com auxílio, por isso usa uma cadeira de rodas. Ele frequenta a escola de educação especial 29 de Março, onde Guidi é tesoureiro e voluntário.
Para Guidi, sua história é uma "grande obra de Deus". "Eu sempre soube que não ia perder minha casa. Foi Deus quem colocou a juíza Anne e a Teresa da Caixa na minha vida. Se eu fosse para a rua, ninguém cuidaria do meu filho".
sexta-feira, 18 de junho de 2010
A Flor Mais Grande do Mundo
"Este é o conto que queria contar.
Sinto não poder narrar contos infantis,
Mas pelo menos, já sabem
Como seria a historia e podem explicar de outra maneira
Com palavras mais sensíveis do que as minhas
E, que talvez mais adiante
É que saberei escrever histórias para crianças.
Quem me diz que um dia não escutarei outra vez esta história
Escrita por você, mas de uma forma mais bonita.
E se as histórias para crianças fossem de leitura obrigatória para adultos?
Seriamos realmente capazes de aprender o que a tanto tempo elas vêem nos ensinando?"
Jose Saramago
Sinto não poder narrar contos infantis,
Mas pelo menos, já sabem
Como seria a historia e podem explicar de outra maneira
Com palavras mais sensíveis do que as minhas
E, que talvez mais adiante
É que saberei escrever histórias para crianças.
Quem me diz que um dia não escutarei outra vez esta história
Escrita por você, mas de uma forma mais bonita.
E se as histórias para crianças fossem de leitura obrigatória para adultos?
Seriamos realmente capazes de aprender o que a tanto tempo elas vêem nos ensinando?"
Jose Saramago
sexta-feira, 17 de julho de 2009
Compartilhando... João Carlos Martins
Eu conheci os pais de João Carlos Martins...no inicio da minha vida de casada.
Por essa razão ele é ainda mais especial para mim...
Acordei as 4h... como de costume...
com a idéia de escrever sobre a entrevista que assisti...
com o "João Carlos Martins , o sobrevivente"...
e toda a emoção que ele transmite... contando sua história.
Mas como encontrar palavras?
Como exprimir... tantos sentimentos... tantas emoções?
Foi assim que pensei em compartilhar,

a GENIALIDADE, muito além da LOUCURA...
a HUMANIDADE, da emoção de quem superou o infortúnio...
as dificuldades...
a dor...
de quem soube encontrar um caminho de volta,
regendo...
tocando com 3 dedos...
partilhando o que sabe...
em seu trabalho com a periferia...
com a FEBEM...
A música abrindo o coração e a mente.
"Tudo vale a pena quando a alma não é pequena"
Fernando Pessoa
domingo, 7 de dezembro de 2008
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