quarta-feira, 27 de julho de 2011

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Apresentação Projeto AMARGEN

“Os usuários não têm condições de fazer um tratamento convencional do ponto de vista psicológico, isso não funciona, para eles.
A proposta do Flavio, para mim, é a mais completa em termos de atendimento, porque ela não só faz o acolhimento, mas também busca aquele algo que transcende ao processo pessoal... vai mais além... segue na busca da espiritualidade.” (Suely Nassif, 2011)


Este é um projeto que resgata a essência da condição humana religando o processo de individuação à espiritualidade, como preconizou Jung.

domingo, 10 de julho de 2011

CURSO: "O Estudo das Mandalas e de suas Técnicas sob o olhar da Neuropsicologia e da Arteterapia"

Datas: 20/08; 17/09; 29/10; 26/11; 03/12 (aos Sábados)
Período: das 8h30 às 17h30
Local: Brooklin - SP/SP
Ministrantes: Maria Cristina Anauate e Regina Fiorezzi Chiesa

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Armadilhas do varejo podem pegar os mais compulsivos


É preciso disciplina para entrar na ciranda do crédito sem cair na teia da inadimplência. O consumidor tem de se planejar para supermercado, roupa, eletrodoméstico, carro e imóvel.

Vitrine, liquidação e promoção são substantivos irresistíveis para alguns. Uma paradinha apenas: é disso que os lojistas precisam para fisgar o consumidor compulsivo. Até mesmo os menos entusiasmados se rendem diante de fortes apelos de marketing, de crédito fácil e de vendedores bem treinados. A ânsia de comprar acaba falando mais alto que o bom-senso; o impulso se sobrepõe ao raciocínio e ao planejamento.

Calcula-se que o Brasil possua hoje mais de 120 milhões de consumidores embalados pela estabilidade econômica, crescimento de empregos e renda, e redução de IPI. Com isso, boa parte dessa massa que somente agora passa a ter poder de compra, precisa ser orientada quanto a essa seara.

Suely Laitano Nassif, doutora em neurociências e mestra em distúrbios da comunicação, diz que, via de regra, a compulsão por compra envolve uma “falsa ideia de felicidade”, que dá sensação de poder, status, auto-estima e bem estar, que preencheriam, ilusoriamente, a carência afetiva.

Para conseguir a situação ideal de compra é preciso seguir alguns passos. Pesquisar preços via internet ou em lojas físicas é o primeiro deles. Estabelecer os sonhos de curto, médio e longo prazo também é importante. O sonho só pode ser alcançado com participação de toda família e com controle minucioso do dinheiro que entra e sai.

Olho vivo nas ofertas, já que as campanhas promocionais estão mais agressivas, com anúncio de descontos que na verdade não existem, induzindo o consumidor a comprar no ato para não perder a oportunidade. Na pressa, uma artimanha pode passar despercebida.

Avaliar a real utilidade de todas as funções é importante. Um celular com tecnologia Bluetooth, uma centrífuga, um carro com recursos para enfrentar neve, são exemplos de funcionalidades que encarecem o produto, mas em alguns casos sequer são usadas.

Todo cuidado é pouco se a opção escolhida for dividir o valor do bem adquirido. Valéria é taxativa ao dizer que “não existe parcelamento sem juros”. Domingos reforça: você emprestaria R$ 1 mil por 10 meses, sem cobrar juros? Por que o lojista o faria?

É preciso ser muito disciplinado para assumir um grande número de parcelas de baixo valor, porque podem cair no esquecimento e acarretar problemas futuros. Entretanto, se realmente a compra for necessária, a lógica de parcelamento não é errada, salvo se o comprador tenha o dinheiro para pagar à vista.

Se o pagamento for à vista, peça o desconto equivalente aos juros embutidos na forma parcelada. Caso esse fornecedor não conceda o abatimento, procure um produto similar ou outra loja. Todas elas têm margem flexível e o consumidor precisa praticar a negociação, sem se sentir envergonhado de pedir desconto ou melhores condições de financiamento.

E como saber se está correto o desconto concedido? Como não tem jeito de saber o juro embutido, a saída é ter um parâmetro pelo valor da inflação mensal, por exemplo. Um exercício para checar se compensa a compra à vista é calcular quanto vai render esse mesmo valor em uma aplicação. Se, ao final, o valor se equiparar ou superar o valor da compra, essa é a melhor opção.

Vilão para muitos e tábua de salvação para outros, o cartão de crédito, instrumento que facilita a compra parcelada, é usado erroneamente para financiar um produto ou serviço. Conter o impulso e conseguir se controlar são requisitos básicos para quem quer usufruir dos benefícios de um cartão de crédito e não pagar juros exorbitantes que chegam a 16% ao mês. “Os atos impulsivos não são premeditados e costumam gerar arrependimento posterior em função de consequências indesejáveis e dos riscos envolvidos”, afirma Suely.

O consultor de vendas Jorge Francisco Borges reconhece que o mau uso do cartão de crédito causou-lhe transtornos, constrangimentos e perda de tempo. A vontade de possuir uma câmera digital o levou a contratar um cartão do supermercado Extra, que permitia a compra em 10 vezes “sem juros”.

Ele passou a usar o cartão também para outras despesas. O alto valor acumulado inviabilizou o pagamento integral a partir do terceiro mês. “Os juros cobrados eram de 15% e a dívida de R$ 1,8 mil, foi para R$ 3 mil, depois que pedi financiamento na TAI / Itaú”, revela. O débito foi saldado em 10 parcelas de R$ 300.

Em outro cartão ele comprou para o filho, um tênis de R$ 300, em 10 vezes “sem juros” e, diante de contratempos financeiros, novamente fez uso para outras despesas. O saldo de R$ 1 mil foi financiado e refinanciado, subindo para R$ 1,2 mil, pagos em 3 vezes de R$ 400. “Somente nesses dois casos gastei cerca de R$ 2 mil e paguei mais de R$ 5 mil”. Borges decidiu não ter mais cartão.

Fonte: Valor Econômico

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Autismo Infantil

Que idéia tenho eu das cousas?
Que opinião tenho sobre as cousa e os efeitos?
Que tenho eu meditado sobre Deus e a alma
E sobre a criação do Mundo?

Não sei. Para mim pensar nisso é fechar os olhos
E não pensar. É correr as cortinas
Da minha janela (mas ela não tem cortinas)
(Fernando Pessoa)
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HISTÓRICO
Em 1943, Kanner estudou e descreveu a condição de 11 crianças consideradas que exibiam uma incomum incapacidade de se relacionarem com outras pessoas e com os objetos, também apresentavam desordens graves no desenvolvimento da linguagem. A maioria delas não falava e, quando falavam, eram comuns a ecolalia, inversão pronominal e o concretismo. O comportamento delas era salientado por atos repetitivos e estereotipados; não suportavam mudanças de ambiente e preferiam o contexto inanimado. O termo autismo se referia à características de isolamento e auto-concentração dessas crianças, mas também sugeria alguma associação com a esquizofrenia.

No final da década de 70 Rutter descreveu o Transtorno Autista como sendo uma síndrome caracterizada pela precocidade de início e, principalmente, pelas perturbações das relações afetivas com o meio. Dizia que o autista possuía uma incapacidade inata para estabelecer qualquer relação afetiva, bem como para responder aos estímulos do meio. Daí em diante, vários pesquisadores foram revelando uma distinção cada vez mais evidente entre o autismo e a esquizofrenia.

Na década de 50 os autores norte-americanos, por mero pudor da palavra psicose, denominavam essas crianças como crianças atípicas ou possuidoras de um desenvolvimento atípico ou excepcional. A partir da década de 60 as psicoses infantis foram divididas em dois tipos, as psicoses da primeira infância e as psicoses da segunda infância. Dentre as psicoses da primeira infância foi colocado o Autismo Infantil Precoce. Portanto, foi entendido como um transtorno primário, diferente das outras formas de transtornos infantil secundários à lesões cerebrais ou retardamento mental.

Na Europa, notadamente na França, o conceito de Esquizofrenia Infantil foi substituído pelo conceito de Psicose Infantil, bem onde se enquadra o Autismo. Portanto, também para os franceses, o Autismo Infantil é uma psicose. Mais precisamente, o termo psicose infantil precoce se aplica às psicoses que se iniciam na primeira infância, enquanto a Esquizofrenia Infantil, propriamente dita, ficou reservada aos quadros com início mais tardios, porém, que surgem depois da criança Ter passado por um desenvolvimento relativamente normal.

INCIDÊNCIA
O autismo acomete crianças do sexo masculino em uma proporcão de 5:1 em comparação com crianças do sexo feminino. A incidência do distúrbio é bastante variado e depende de critérios diagnósticos e investigativos de diferentes pesquisadores, variando dentro de uma faixa de 5 a 15 casos em cada 10.000 indivíduos.

SINTOMAS
É fundamental a observação de que pacientes autistas apresentam bastante precocemente, déficits cognitivos que limitam sua interação com o meio. Também é universalmente reconhecida a grande dificuldade que os autistas têm em relação à expressão das emoções. Faria parte dessa anormalidade específica uma incapacidade de reconhecer a emoção no rosto dos outros, uma falha constitucional envolvendo os afetos, uma ausência de coordenação sensório- afetivo e déficits afetivos comprometendo as habilidades cognitivas e de linguagem. Dessa maneira, o quadro sintomático de pacientes autistas é marcado por uma incapacidade de constituir contato afetivo de maneira comum.

DIAGNÓSTICO
Segundo o DSM.IV, os Transtornos Invasivos do Desenvolvimento, onde se inclui o Autismo Infantil, se caracterizam por prejuízo severo e invasivo em diversas áreas do desenvolvimento, tais como: nas habilidades da interação social, nas habilidades de comunicação, nos comportamentos, nos interesses e atividades. Os prejuízos qualitativos que definem essas condições representam um desvio acentuado em relação ao nível de desenvolvimento ou idade mental do indivíduo. Esta seção do DSM.IV inclui o Transtorno Autista, Transtorno de Rett, Transtorno Desintegrativo da Infância e o Transtorno de Asperger. De maneira mais ou menos comum, esses Transtornos se manifestam nos primeiros anos de vida e, freqüentemente, estão associados com algum grau de Retardo Mental. Os Transtornos Invasivos do Desenvolvimento são observados, por vezes, juntamente com um grupo de várias outras condições médicas gerais, como por exemplo, com outras anormalidades cromossômicas, com infecções congênitas e com anormalidades estruturais do sistema nervoso central.

CRITÉRIOS DIAGNÓSTICOS PARA TRANSTORNO AUTISTA
A. Um total de seis (ou mais) itens de (1), (2) e (3), com pelo menos dois de (1), um de (2) e um de (3):

(1) prejuízo qualitativo na interação social, manifestado por pelo menos dois dos seguintes aspectos:
(a) prejuízo acentuado no uso de múltiplos comportamentos não-verbais tais como contato visual direto, expressão fácil, postura corporais e gestos para regular a interação social.
(b) fracasso em desenvolver relacionamentos com seus pares apropriados ao nível do desenvolvimento
(c) falta de tentativa espontânea de compartilhar prazer, interesses ou realizações com outras pessoas (por ex., não mostrar, trazer ou apontar objetos de interesse) falta de reciprocidade social ou emocional

(2) prejuízos qualitativos da comunicação, manifestados por pelo menos um dos seguintes aspectos:
(a) atraso ou ausência total de desenvolvimento da linguagem falada (não acompanhando por uma tentativa de compensar através de modos a alternativos de comunicação tais como gestos ou mímica)
(b) em indivíduos com fala adequada, acentuado prejuízo na capacidade de iniciar ou desenvolver uma conversação
(c) uso estereotipado e repetitivo da linguagem ou linguagem idiossincrática, falta de jogos ou brincadeiras de imitação social variados e espontâneos apropriados ao nível do desenvolvimento

(3) padrões restritos e repetitivos de comportamentos, interesses, e atividades, manifestados por pelo menos um dos seguintes aspectos:
(a) preocupação insistente com um ou mais padrões estereotipados e restritos de interesse, anormais em intensidade ou foco
(b) adesão aparentemente inflexível a rotinas ou rituais específicos e não-funcionais
(c) maneiras motores estereotipados e repetitivos (por ex., agitar ou torcer mãos ou dedos, ou movimentos complexos de todo o corpo)
(d) preocupação persistente com partes de objetos

B. Atrasos ou funcionamento anormal em pelo menos uma das seguintes áreas, com início antes dos 3 anos de idade; (l) interação social, (2) linguagem para fins de comunicação social, ou (3) jogos imaginativos ou símbolos.

C. A perturbação não é melhor explicada por Transtorno de Rett ou Transtorno Desintegrativo da Infância.

A Organização Mundial de Saúde (OMS), através de sua Classificação Internacional das Doenças, 10ª revisão (CID.10), refere-se ao Autismo Infantil (ou síndrome de Kanner) como uma Síndrome existente desde o nascimento ou que começa quase sempre durante os trinta primeiros meses, onde as respostas aos estímulos auditivos e às vezes aos estímulos visuais são anormais, havendo, habitualmente, graves dificuldades de compreensão da linguagem falada. A fala é atrasada e, quando desenvolve, caracteriza-se por ecolalia, inversão de pronomes, imaturidade da estrutura gramatical e incapacidade de empregar termos abstratos.

Geralmente há uma alteração do uso social da linguagem verbal e gestual. Os problemas de relação com os outros são os mais graves antes dos 05 anos de idade e comportam principalmente um defeito de fixação do olhar, das ligações sociais e da atividade de brincar.

Portanto, sobre o Autismo Infantil a CID.10 diz tratar-se de "um transtorno invasivo de desenvolvimento definido pela presença de desenvolvimento anormal e/ou comprometido que se manifesta antes da idade de 3 anos e pelo tipo característico de funcionamento anormal em todas as três áreas de interação social, comunicação e comportamento restrito e repetitivo. Sublinha que o transtorno ocorre em garotos três ou quatro vezes mais freqüentemente que em meninas.
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meu olhar azul como o céu É calmo como a água ao sol. É assim, azul e calmo, Porque não interroga nem se espanta ... Se eu interrogasse e me espantasse Não nasciam flores novas nos prados Nem mudaria qualquer cousa no sol de modo a ele ficar mais belo... (Mesmo se nascessem flores novas no prado E se o sol mudasse para mais belo, Eu sentiria menos flores no prado E achava mais feio o sol ... Porque tudo é como é e assim é que é, E eu aceito, e nem agradeço, Para não parecer que penso nisso...)
(Fernando Pessoa)
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Por Pedro Shiozawa