domingo, 25 de julho de 2010

I Encontro Nacional de Produções Literárias e Culturais para Crianças e Jovens

SALA DE IMPRESSA - USP

"Com o intuito de promover o encontro de estudiosos que elegeram a literatura para crianças e jovens como objeto de investigação, a área de literatura infanto-juvenil da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) realizará o I Encontro Nacional de Produções literárias e Culturais para Crianças e Jovens/Literatura e Sociedade, nos dias 3, 4 e 5 de agosto.
O tema principal do encontro serão as obras Alice no País das Maravilhas e As Aventuras de Pinóquio, escritas por Lewis Carroll e Carlos Collodi, respectivamente, e suas adaptações para diferentes linguagens.

O evento é voltado a educadores, escritores, pesquisadores e estudantes que se interessem pela formação do leitor contemporâneo. Dentre os destaques da programação está a conferência com a escritora e crítica literária Nelly Novaes, responsável pela criação da área de literatura infanto-juvenil da USP, Maurício de Souza, criador da Turma da Mônica, Odilon Moraes, ilustrador e escritor, entre outros importantes especialistas que contemplam as áreas de teatro, animação e cinema.

O evento inédito também conta com a apresentação de trabalhos desenvolvidos pelo grupo de estudos da Área de Literatura Infantil e Juvenil da USP. Confira a programação completa neste
site."

Um comentário:

  1. Falemos do Pinóquio, este boneco de madeira esculpido do tronco de um pinheiro (um pinheiro.....símbolo do Natal, fonte da pinha, centenário.....). Tinha a face que lhe foi dada por seu criador e com ela adentrou a jornada de sua vida. Da serpente ao ventre da baleia faminta navegou para que fossem seus os rostos outros de sua imaginação: o sem-fim de expressões que já sentia coração adentro. Pinóquio antes de ser boneco quase fora perna de mesa; pedaço de madeira falante que conduziu à beira da loucura seu primeiro escultor. Passando de forma incerta aos contornos humaniformes, conquistou-se ser humano quando concebeu-se capaz de sentir e lutar e sentir: Pinóquio é a metamorfose, o eterno vir-a-ser, o movimento continuo do nunca estar. Assim talvez sejamos nós, na maré pulsátil a observar ao redor baleias e tubarões, serpentes e águias e gatos e coelhos brancos e grilos falantes. Do nunca estar por ser reflexo tal qual reflexo da árvore é a semente de mostarda que, na esfera do tempo e do espaço, não caberia em si mesma.
    “Mistério de todas as coisas serem bocado
    Caminho sem-fim”

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